Chega ao fim o primeiro nativo digital em Portugal

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O anúncio do fim, publicado na página inicial do cibermeio, nos primeiros dias de 2017.

O Setúbal na Rede já não se publica. Fundado a 5 de janeiro de 1998, o primeiro órgão de comunicação social exclusivamente digital em Portugal chegou ao fim, dias antes de completar 19 anos. Uma informação já confirmada junto de Pedro Brinca, seu fundador – e director até março de 2015.

Entre momentos de dificuldade de afirmação inicial, devido ao fator novidade no panorama mediático, este histórico do ciberjornalismo português ainda viveu alguns períodos áureos. Porém, conseguir manter um projeto de informação centrado no âmbito geográfico mais pequeno, foi sempre um desafio para os seus responsáveis.

As últimas mudanças tinham ocorrido em 2015, com a entrada de José Luís Andrade para director e a passagem da publicação a “revista online”.

Setúbal na Rede passa a revista online

O primeiro meio exclusivamente digital em Portugal, Setúbal na Rede, vai passar a ser uma revista online. , abandonando assim A actualização diária de informação, que mantinha desde 1998, será agora garantida ao abrigo da colaboração com o Diário da Região.

A ideia é “continuar a servir a região com conteúdos de interesse e tentando explorar vias mais experimentais, onde o multimédia assumirá lugar de destaque”, adianta o fundador, Pedro Brinca, numa newsletter distribuída hoje. Esta mudanças implica ainda que o projecto “deixará de contar com uma equipa profissional e será gerido pela Setúbal na Rede, Associação para a Cidadania”.

Os motivos para esta decisão são o mercado publicitário, “diminuto e repartido, [que] não permite receitas suficientes para manter uma estrutura profissional digna” e a falta de apoios institucionais. Por isso, “manda a sensatez que se inverta o rumo e o modelo conhecido até aqui”, sublinha.

Fundado a 5 de Janeiro de 1998, o Setúbal na Rede viveu alguns momentos conturbados na sua história, alguns dos quais quase levaram ao seu encerramento. Esta é mais uma mudança, depois da ocorrida em Março deste ano, altura em que o site surgiu renovado e Pedro Brinca passou o cargo de director para José Luís Andrade.

Artigo actualizado dia 18 de Novembro, 14h00.

Diário Cidade suspenso

A informação é avançada pelo Sindicato de Jornalistas, ao referir que “a 21 de Abril de 2015, o endereço www.diariocidade.pt foi redireccionado para o outro órgão de informação do mesmo grupo de média, o www.tribunadamadeira.pt”, acrescentando que os jornalistas daquela redacção foram integrados nesta.

Recorde-se que a 14 de Outubro de 2011 o Diário Cidade tinha tomado uma decisão histórica de abandonar o meio tradicional e dedicar-se em exclusivo ao digital – passou a designar-se Cidade Net.

Novos incentivos visam leitores e promoção da literacia mediática

Atribuição de incentivos à imprensa regional passa a ser uma competência das CCDR's

Atribuição de incentivos à imprensa regional passa a ser uma competência das CCDR’s


É pela voz de Pedro Lomba, secretário de Estado adjunto do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, que se ficou a saber um pouco mais do que até aqui era conhecido sobre a atribuição dos novos incentivos à imprensa regional e local.

“Podem esperar abertura, não discriminação e uma atitude de valorização das publicações da imprensa de inspiração cristã ou outra que se assuma como publicação de qualidade, geradora de conteúdos e de informação, representativa de comunidades, de sensibilidades plurais”, afirmou o secretário de Estado em declarações à agência Ecclesia, à margem do IX Congresso da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã.

Ainda relativamente aos novos incentivos, Pedro Lomba acrescentou que “uma das formas de valorizar a imprensa em geral e a imprensa regional em particular passa por promover a criação de novos leitores”, “mais do que dar fundos às empresas”.

As escolas não são esquecidas. Aquelas que desenvolverem programas de literacia mediática, terão como contrapartida a possibilidade de subscrição de assinaturas de publicações nacionais, regionais ou em suporte digital. Esta medida permite assim que as publicações ganhem novos leitores.

Nasce o Terras de Sicó

É lançado amanhã o Terras de Sicó, quinzenário que terá como territórios de intervenção os municípios de Condeixa-a-Nova, Penela e Soure, distrito de Coimbra, e Ansião, Alvaiázere e Pombal, distrito de Leiria.

Escreve o jornalista Lino Vinhal, director, no editorial do primeiro número:

“Fazer informação, debater ideias, acompanhar os órgãos legítimos de cada concelho na defesa dos respetivos interesses, sugerir, promover e defender causas é a nossa razão de ser. Não contem connosco para monta-cargas de outros interesses que não sejam os da região.”

A nova publicação pertence ao prupo Media Centro, que detém outros jornais e também rádios nos distritos de Coimbra, Aveiro e Viseu. Está prevista a contractação de cinco profissionais, entre jornalistas e comerciais.

Atribuição de apoios vai ser descentralizada

Miguel Poiares Maduro

Miguel Poiares Maduro

“O Governo pretende passar para as CCDR – Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional a competência pela atribuição dos fundos dos incentivos para os órgãos de comunicação social regionais e locais, esvaziando parte das funções do Gabinete para os Meios de Comunicação Social”, pode ler-se numa notícia publicada pelo Público.

“Descentralizar” é a palavra de ordem usada por Poiares Maduro, responsável pela pasta da comunicação social. “A proximidade traz escrutínio, a centralidade não”, justifica.

Entres as medidas já avançadas, destaque para o apoio à inovação tecnológica, que – segundo aquele responsável – não pretende ser mais do mesmo e o aumento da comparticipação nos custos de expedição dos títulos.

A Voz de Trás-os-Montes é o mais recente jornal a fechar as portas

É mais uma publicação a caminho do centenário que chega ao fim. Fundado em 1943, o semanário A Voz de Trás-os-Montes segue assim o mesmo caminho que outras publicações de Vila Real tomaram nos últimos anos. O principal motivo é invariavelmente o mesmo: a crise.

“Dificuldades que terão sido acentuadas porque, recentemente, o semanário perdeu um processo judicial contra uma funcionária, a quem terá que pagar uma indemnização”, avança ainda a agência Lusa, citada pelo i.