‘Caso Mário Crespo’ em versão regional?

Folheava esta manhã um jornal regional, quando alguém – via WWW – me alertou para um facto aí presente. Não dei com o dito cujo, mesmo depois de revirar as páginas do mesmo. Do ‘outro lado’ da rede a mesma coisa! Insanidade? Minutos, pesquisas e contactos depois, tudo ficou esclarecido.

Alguém leu na versão on-line (PDF) do título em causa um artigo de opinião em que alegadamente o autor anunciava – entre críticas – o fim da sua participação. Terá sido ainda anexado uma nota da direcção. Até aqui, nada de mais. A questão prende-se com o facto de tal não ter surgido na edição em papel – devido a um problema de paginação/impressão, segundo foi possível apurar. Acontece que a versão on-line o figurino era exactamente o mesmo – pelo menos até à hora em que escrevo estas linhas! terá sido alterada, isto é, foi retirado o PDF original (com o artigo de opinião), para que ficasse tal e qual a edição em papel (sem o artigo de opinião)!

Posto isto, levanta-se-me uma questão: Se de facto houve um problema com o meio papel, porque não foi potenciada a imediata correcção na Internet?

Sinal de que os títulos regionais não aproveitam os meios que têm? Avanço com um “às vezes”. Isto porque, ainda há poucos dias, o mesmo título deu prioridade ao meio Internet – incluindo redes sociais – para uma notícia de última hora.

Voltando ao título, foi o que me ocorreu quando soube do caso. Poderá ser exagero, mas fica o registo de que nem sempre os títulos regionais se lembram do (ciber)meio de que dispõem.

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2 responses to “‘Caso Mário Crespo’ em versão regional?

  1. Não consigo compreender como uma notícia em PDF, que penso que seja uma reprodução do papel, não tem espaço em papel.
    Nós temos o semanário em papel e no dia seguinte à sua saída, sai em PDF na Net.

  2. Pedro Jerónimo

    Caro Joaquim Ribeiro, procedi a uma revisão do texto. Assim penso que ficará mais inteligível. Quanto ao que refere, são políticas de cada título. A minha opinião é a de que, tendo um site, cada título pode lançar lá as notícias e depois apresentá-las desenvolvidas no papel. Quero dizer, pensam primeiro na Internet (potencialidades: instantaneidade, multimedialidade, interactividade…) e só depois no papel. Ora, na prática acontece precisamente o contrário! Claro que o problema principal está nas estruturas empresariais e num modelo de negócio (digital) que as satisfaça. É a conclusão a que têm chegado os principais estudiosos – portugueses e não só – do ciberjornalismo.

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