Apoios à imprensa regional estão a ser revistos

Governo e Associação Portuguesa de Imprensa concordam que é preciso encontrar novos modelos de gestão e incentivos, avança Agência Financeira à Lusa.

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  1. Imprensa regional aposta na proximidade

    LUSA – A braços com a crise de leitores e publicidade, a imprensa regional aposta no jornalismo de proximidade para resistir às quebras de vendas e não deixar morrer o jornal impresso.

    “Se conseguirmos ultrapassar o ano de 2013 talvez consigamos uma certa acalmia e consigamos não deixar morrer o jornal impresso em papel”, espera Bernardo Barbosa, responsável pela Aurora do Lima, o mais antigo jornal regional do país.

    O título, com 158 anos e uma tiragem de 3.600 exemplares, subsiste em parte pela carolice dos dircetores que “prescindem do ordenado no jornal” onde os vencimentos e a distribuição são as duas maiores fatias da despesa.

    A crise obrigou a uma restruturacção que passou pela dispensa de três dos oito trabalhadores e pelo encerramento da gráfica.

    “O volume salarial estava a tornar-se incomportável”, explica Bernardo Barbosa que, pela primeira vez em século e meio, foi “obrigado a admitir um comercial para tentar vender publicidade”.

    A ideia é que um suplemento natalício “ajude a pagar os subsídios de natal e férias” no jornal onde os custos ditaram a redução da periodicidade de bi-semanário para semanário e que cada vez mais perde vendas em banca.

    No Diário do Sul, o único diário regional do sul do país, as vendas em banca não ultrapassam os 700 jornais por dia e aposta é na entrega “porta a porta” do jornal a 4.800 assinantes.

    “Com a machadada que o Governo deu no porte pago sai-nos mais barato pagar a seis motoristas para entregar o jornal do que pagar aos correios”, afirma Manuel Piçarra.

    Apesar de ter conseguido evitar despedimentos, a direcção do diário não esconde as dificuldades crescentes para manter os 24 funcionários desde que “o ano passado o Estado cortou 400 mil euros em publicidade institucional que é canalizada para os jornais de Lisboa”.

    A falta de incentivos aos jornais regionais é, para Manuel Piçarra, “o grande problema da imprensa que sem meios não pode ter uma informação pluralista”.

    Mas as culpas são remetidas também para “as câmaras que em vez de apostarem em dar informação e publicidade aos jornais editam boletins informativos os jornais tenham que fechar as portas”.

    Um panorama que reduz os diários regionais a meia dúzia em todo o país e que contribuiu para a redução de páginas, de periodicidade, de tiragens e de jornalistas em vários semanários, quinzenários e mensários.

    Ainda assim, há quem se tenha “preparado” para a crise apostando “no jornalismo de proximidade e na diversificação de produtos”, afirma Arménio Travassos, director geral dos diários de Coimbra, Leiria e Viseu.

    À retracção das vendas em banca o grupo respondeu com a distribuição porta a porta dos jornais e pela manutenção de delegações que assegurem a cobertura informativa da região das beiras.

    A aposta na divulgação das notícias através da internet e oferta de serviços e produtos aliada ao pagamento das assinaturas são outras das tácticas para fidelizar leitores (estimados em 10 mil por dia) e dar garantias aos anunciantes.

    “A crise não nos passa ao lado, mas se dermos valor acrescentado ao leitor acreditamos que vamos ultrapassar as dificuldades”, sustenta Arménio Travassos.

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