Novos incentivos visam leitores e promoção da literacia mediática

Atribuição de incentivos à imprensa regional passa a ser uma competência das CCDR's

Atribuição de incentivos à imprensa regional passa a ser uma competência das CCDR’s


É pela voz de Pedro Lomba, secretário de Estado adjunto do ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, que se ficou a saber um pouco mais do que até aqui era conhecido sobre a atribuição dos novos incentivos à imprensa regional e local.

“Podem esperar abertura, não discriminação e uma atitude de valorização das publicações da imprensa de inspiração cristã ou outra que se assuma como publicação de qualidade, geradora de conteúdos e de informação, representativa de comunidades, de sensibilidades plurais”, afirmou o secretário de Estado em declarações à agência Ecclesia, à margem do IX Congresso da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã.

Ainda relativamente aos novos incentivos, Pedro Lomba acrescentou que “uma das formas de valorizar a imprensa em geral e a imprensa regional em particular passa por promover a criação de novos leitores”, “mais do que dar fundos às empresas”.

As escolas não são esquecidas. Aquelas que desenvolverem programas de literacia mediática, terão como contrapartida a possibilidade de subscrição de assinaturas de publicações nacionais, regionais ou em suporte digital. Esta medida permite assim que as publicações ganhem novos leitores.

Nasce o Terras de Sicó

É lançado amanhã o Terras de Sicó, quinzenário que terá como territórios de intervenção os municípios de Condeixa-a-Nova, Penela e Soure, distrito de Coimbra, e Ansião, Alvaiázere e Pombal, distrito de Leiria.

Escreve o jornalista Lino Vinhal, director, no editorial do primeiro número:

“Fazer informação, debater ideias, acompanhar os órgãos legítimos de cada concelho na defesa dos respetivos interesses, sugerir, promover e defender causas é a nossa razão de ser. Não contem connosco para monta-cargas de outros interesses que não sejam os da região.”

A nova publicação pertence ao prupo Media Centro, que detém outros jornais e também rádios nos distritos de Coimbra, Aveiro e Viseu. Está prevista a contractação de cinco profissionais, entre jornalistas e comerciais.

Atribuição de apoios vai ser descentralizada

Miguel Poiares Maduro

Miguel Poiares Maduro

“O Governo pretende passar para as CCDR – Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional a competência pela atribuição dos fundos dos incentivos para os órgãos de comunicação social regionais e locais, esvaziando parte das funções do Gabinete para os Meios de Comunicação Social”, pode ler-se numa notícia publicada pelo Público.

“Descentralizar” é a palavra de ordem usada por Poiares Maduro, responsável pela pasta da comunicação social. “A proximidade traz escrutínio, a centralidade não”, justifica.

Entres as medidas já avançadas, destaque para o apoio à inovação tecnológica, que – segundo aquele responsável – não pretende ser mais do mesmo e o aumento da comparticipação nos custos de expedição dos títulos.

A Voz de Trás-os-Montes é o mais recente jornal a fechar as portas

É mais uma publicação a caminho do centenário que chega ao fim. Fundado em 1943, o semanário A Voz de Trás-os-Montes segue assim o mesmo caminho que outras publicações de Vila Real tomaram nos últimos anos. O principal motivo é invariavelmente o mesmo: a crise.

“Dificuldades que terão sido acentuadas porque, recentemente, o semanário perdeu um processo judicial contra uma funcionária, a quem terá que pagar uma indemnização”, avança ainda a agência Lusa, citada pelo i.

A Avezinha chega ao fim

É mais um jornal que deixa de ser publicado, próximo do centenário e do Algarve. O alerta é feito pelo próprio director e recuperado por Mendes Bota, deputado e conterrâneo daquele:

“Discretamente, como sempre foi na vida, Arménio Aleluia Martins anunciou no seu cantinho direito da página três o fim da linha no voo de A Avezinha, assim, meio despercebido num jornal que em mais lado nenhum dá a entender ser aquela a última edição a sair da rotativa.”

Para a memória dos seus 93 anos, fica o documentário que se segue:

Diário da Região adere à Provedoria do Leitor

João Palmeiro, José Mendes, Pedro Jerónimo e José Luís Andrade compõem a Provedoria do Leitor de ambos os meios

João Palmeiro, José Mendes, Pedro Jerónimo e José Luís Andrade compõem a Provedoria do Leitor de ambos os meios

O Diário da Região inicia hoje a Provedoria Colectiva do Leitor, iniciativa que resulta da parceria com o Setúbal na Rede – primeiro nativo digital da Península Ibérica. Trata-se de um acumular de funções dos quatro membros que já integravam a Provedoria do Leitor daquele ciberjornal e que agora passam a assumir também esse papel no diário setubalense.

Estaremos perante uma iniciativa inédita em Portugal, ao nível do processo de convergência entre dois órgãos de comunicação social, que neste caso partilham não só conteúdos, como a regulação da produção dos mesmos.

Imprensa regional faz “ciberjornalismo de transposição”

“O percurso do ciberjornalismo de proximidade em Portugal é marcado por práticas primitivas, assentes na transposição de conteúdos do meio tradicional; as notícias são o principal conteúdo publicado; a presença da hipertextualidade, multimedialidade e interatividade é residual ou inexistente; e a cultura de produção para o meio tradicional, os recursos humanos e o tempo são os principais fatores que determinam as rotinas de produção de notícias online.”

São estas as principais conclusões da tese de doutoramento “Ciberjornalismo de proximidade: A construção de notícias online na imprensa regional em Portugal”, que o autor destas linhas defendeu esta tarde.

Primeiramente, Pedro Jerónimo começou por olhar para realidade geral dos 175 jornais regionais – periodicidade de diária a semanal – com presença online activa que encontrou, ao qual se seguiu um estudo etnográfico nas redacções dos semanários Região de Leiria, Reconquista e O Mirante.

Para o autor, “a Internet é cada vez mais usada na imprensa regional, porém, em rotinas relacionadas com a pesquisa e a comunicação”. Estas práticas, que decorrem também de uma maior profissionalização das fontes de informação, designadamente institucionais, levam a que os jornalistas estejam “em parte, cada vez mais fixos à secretária”.

Mais informações em entrevista n’O Mirante.