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Digital a subir e papel a descer entre os meios regionais

As publicações em papel estão a reduzir e as digitais a aumentar. Esta é uma das conclusões de um estudo apresentado na V Conferência Anual da ERC e que é transversal aos meios de âmbito regional e nacional.

Numa análise feita ao período 2008-2012, verifica-se ainda que, de uma maneira geral, a diferença entre inscrições e cancelamentos também tem reduzido. Se entre os meios nacionais os cancelamentos têm aumentado, já entre os regionais têm praticamente estagnado, sobretudo desde 2010 – no primeiro ano do período analisado o número de publicações regionais eram de 1341 e as nacionais 1828, sendo que no último ano passaram a ser 1055 e 1469, respectivamente.

Ao nível da distribuição geográfica, Porto (297), Braga (120), Coimbra (118) e Setúbal (95) são os distritos onde os meios estão mais concentrados, num lista liderada pelo de Lisboa (1235), onde estão sedeadas a generalidade das publicações de âmbito nacional.

Uma última nota para o facto da ERC registar um aumento dos pedidos de registo de televisões na Web.

5 milhões para imprensa regional e local em 2012

“É o mesmo valor da execução orçamental de 2011. Não vai afectar a actividade normal e corrente de apoio à imprensa regional e local para 2012″, explicou João Berhan, durante a sua intervenção na na sessão que assinalou o Dia Nacional da Imprensa (15 de Dezembro).

AIC contra Taxa de Regulação e Supervisão

A Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC) – representa a maioria dos títulos de imprensa local e regional em Portugal – aprovou recentemente um comunicado que irá remeter à Presidência da República, primeiro-ministro, partidos políticos e comunicação social.

Em causa está a Taxa de Regulação e Supervisão aplicada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que já levou ao encerramento de 63 títulos, da AIC, em 2010.

Comunicado*
Os membros da Associação da Imprensa de Inspiração Cristã (AIC) reuniram-se em assembleia-geral, a 11 de Fevereiro, tendo mais uma vez constatado quão gravosa é a taxa de regulação e supervisão, para os orçamentos das suas empresas de comunicação, cada vez mais fragilizadas pela presente crise.

Um número considerável de associados já se viu forçado a encerrar as suas actividades, devido aos sucessivos golpes provenientes de diversos sectores, que lhes foram infligidos. Constataram que este extermínio ainda não chegou ao fim, mormente se persistirem as actuais condições que debilitam as suas publicações e lhes retiram a capacidade de continuar a sua missão e a prestação do serviço público que proporcionam sobretudo às populações mais isoladas do interior do Pais. Com tantas limitações e impostos decretados directa e indirectamente sobre o sector da imprensa regional, está igualmente em risco o importante papel que as suas publicações desenvolvem a serviço da Cultura e da Língua portuguesas em terras de emigrações e nos Palopes.

Esta situação tornou-se gravosa já em 2010, porque as publicações tiveram que pagar o imposto referente àquele ano, a metade do ano de 2006 e ao ano 2007 e tanto mais gravosa será, dado que em 2011 vai ser exigido o pagamento das quotas referentes aos anos de 2008, 2009 e provavelmente do ano de 2011.

Os associados da AIC vêm manifestar o seu protesto veemente contra uma taxa provadamente injusta e que contribui para tornar mais difícil e espinhosa a sua missão, inviabilizando-a progressivamente. Não aceitam que sejam as suas empresas a financiar uma entidade para serem reguladas pelo Estado, para além das taxas devidas por actos praticados pela Entidade Reguladora da Comunicação (ERC). A taxa de regulação e supervisão viola o princípio da justa repartição da carga fiscal pelos contribuintes e configura um verdadeiro imposto de repartição.

Pelo que os associados da AIC vêm requerer que uma taxa tão penalizadora seja suspensa e, ao mesmo tempo, que a ERC promova junto do Governo a sua revogação, por manifesta injustiça.

Fátima, em 11 de Fevereiro de 2011.
A Assembleia Gera da AIC

* Aprovado na generalidade. Copiado da edição de 17 de Fevereiro do semanário O Mensageiro.

Jornal de “luto” pela acção da ERC

Prosseguem – no distrito de Leiria – os protestos da imprensa local contra a Taxa de Regulação e Supervisão, submetida pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

Depois de um título do município de Leiria ter chamado à atenção na primeira página, é agora a vez de outro mensário, da Batalha, fazer o mesmo. Primeira página, edição a preto e branco e “dois – jornais – em um”.

Desabafos da imprensa local

A propósito do que já aqui se falou, apresenta-se um recorte do Jornal das Cortes, mensário leiriense.

Aqui e ali a imprensa local, e também regional, vai manifestando o seu descontentamento, relativamente à Taxa de Regulação e Supervisão

Questões ‘ERCianas’


Dois dos principais rostos da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) escrevem num blogue. Nada de mais (inclusivamente há quem já tenha abordado o assunto anteriormente)!

O que motiva estas linhas é a recolha de alguns indicadores que me levam à afirmação “a ERC e quem a representa deveria rever a sua forma de actuação”.

Acompanho o referido blogue e, pelo que observo, tem actualização diária (ou praticamente, com uma ou mais). Mesmo não sendo “o blogue da ERC”, são lá debatidos temas relacionados com os média, a prática do jornalismo e dos jornalistas. Resumindo, algumas das áreas de actuação da entidade reguladora.

Por outro lado, já pude constatar que a mesma entidade é pouco dada a respostas ou esclarecimentos (mesmo quando a correspondência é endereçada directamente a um dos autores do referido blogue). Sobretudo quando se trata dos média locais (um exemplo) ou regionais e/ou seus jornalistas.

A vontade que me dá, ao ‘abrigo’ da frase que surge no blogue dos dois membros da ERC – “Não renunciarás à tua liberdade de expressão e de opinião” – seria dizer que “se gerissem melhor o tempo entre escreverem naquele espaço e responderem às questões dos média que regulam (também os ‘pequenos’), ganhariam muito mais”. Mas nem vou por aí, até porque não é “o blogue da ERC” (whatever). Antes, prefiro recordar algumas das palavras que foram proferidas no decorrer da apresentação do estudo “A Imprensa Local e Regional em Portugal”.

Será que são precisos mais?


Jornais diários. Regionais. No lançamento da apresentação do estudo da ERC, foram alguns os meios que replicaram o take da Lusa, que chamava a atenção para um ‘problema’: falta de diários regionais.

Das duas, uma: ou referem-se às plataformas digitais (o que não me parece), ou então não percebo!

Recordo que o referido estudo aponta os mensários e os semanários como os mais lidos. Por outro lado, não me parece que se verifique uma tendência de compra (já para não falar em leitura) diária, de títulos regionais e/ou locais. Refiro-me – claro está – ao papel.

E depois, parece-me uma falsa questão, quando cada título dispõe de pelo menos dois meios: papel e Internet. Quero dizer, esbate-se a ideia da periodicidade quando há o cibermeio – de actualização permanente (24/7). Na prática, todos os jornais locais e regionais, com respectivo website, são diários (ou pelo menos têm essa possibilidade)!

Não se trata, portanto, de falta de jornais diários (papel), mas sim do fraco aproveitamento da web por parte destes. Aliás, com aparecimento/melhoramento de multimeios, não faz qualquer sentido falar-se em periodicidade. Um Dário de Coimbra, um O Mirante, um Jornal do Fundão ou um Região de Leiria, são – ou deveriam ser – marcas de informação (ponto).