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Setúbal na Rede passa a revista online

O primeiro meio exclusivamente digital em Portugal, Setúbal na Rede, vai passar a ser uma revista online. , abandonando assim A actualização diária de informação, que mantinha desde 1998, será agora garantida ao abrigo da colaboração com o Diário da Região.

A ideia é “continuar a servir a região com conteúdos de interesse e tentando explorar vias mais experimentais, onde o multimédia assumirá lugar de destaque”, adianta o fundador, Pedro Brinca, numa newsletter distribuída hoje. Esta mudanças implica ainda que o projecto “deixará de contar com uma equipa profissional e será gerido pela Setúbal na Rede, Associação para a Cidadania”.

Os motivos para esta decisão são o mercado publicitário, “diminuto e repartido, [que] não permite receitas suficientes para manter uma estrutura profissional digna” e a falta de apoios institucionais. Por isso, “manda a sensatez que se inverta o rumo e o modelo conhecido até aqui”, sublinha.

Fundado a 5 de Janeiro de 1998, o Setúbal na Rede viveu alguns momentos conturbados na sua história, alguns dos quais quase levaram ao seu encerramento. Esta é mais uma mudança, depois da ocorrida em Março deste ano, altura em que o site surgiu renovado e Pedro Brinca passou o cargo de director para José Luís Andrade.

Artigo actualizado dia 18 de Novembro, 14h00.

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Os média de proximidade na era digital

“Novos territórios no ciberjornalismo de proximidade” mobilizou o debate na Universidade do Porto, uma iniciativa do Observatório do Ciberjornalismo.

Destaque para algumas intervenções de investigadores, jornalistas e editores, sobretudo centradas na realidade e práticas na imprensa regional em Portugal.

Um olhar sobre a(s) imprensa(s) regional e local

O estado actual da imprensa e os desafios que se lhe apresentam, motivaram uma entrevista ao mensário local O Portomosense, a propósito do seu 30.º aniversário (3 de Janeiro). Um jornal cuja cooperativa proprietária detém ainda a rádio Dom Fuas e a Zona TV.

Mensageiro de Bragança inovador

“O jornal Mensageiro de Bragança vai proporcionar, a partir de quinta-feira [dia 8], uma experiência interactiva aos leitores, que poderão aceder a diferentes conteúdos multimédia, como vídeos, a partir da edição em papel”, pode ler-se no site Meios & Publicidade.

Segundo a mesma publicação, aquele semanário diocesano “torna-se assim no primeiro periódico português a aderir à realidade aumentada, que permite ao leitor do tradicional papel visualizar, com a ajuda de um smartphone, vídeos sobre notícias, promoções, publicidade, galerias de fotos ou ler a actualização de uma notícia imprensa”.

A adesão aos dispositivos móveis já não é propriamente uma novidade entre a imprensa regional, depois do Açoriano Oriental ter disponibilizado, já em 2010, as primeiras apps para smartphones e tablets.

Actualização (5 de Novembro, 20h25): João Canavilhas recorda-nos que “a Sábado já faz isso há dois anos!”.

Ciberjornais regionais em pousio

quem questione o relançamento do Portal Imprensa Regional, quando a generalidade das publicações já está, de uma maneira ou de outra, na rede de redes (sites, blogues, redes sociais, etc).

“Esta dinâmica da imprensa regional já bem cimentada no «mundo online» poderá colocar alguns desafios ao projecto, desafiando o seu conceito, a sua utilidade e, mesmo, a sua existência.”

Porém, estar não é o mesmo que trabalhar. Veja-se, a título de exemplo, as publicações que aderiram ao Portal. Umas não têm qualquer conteúdo noticioso, outras há muito que deixaram de cultivar (ou nunca o fizeram), jornalísticamente falando, aqueles espaços. Mas não são as aderentes casos únicos. Há por aí muito ciberjornal regional em pousio.

Contrariar essa(s) realidade(s) significa apostar na produção. E para isso são necessários produtores, isto é, jornalistas (realidade que nem sempre se verifica nas redacções destas publicações). Já se há interesse ou possibilidades para os ter, será outra discussão (em todo o caso, jornais sem jornalistas mais parece um parodoxo).

Se há intenção do Governo de apoiar as publicações regionais e locais ao nível de competências tecnológicas, o que será preferível: 1) disponibilizar-lhes plataformas ou 2) ensiná-las a rentabilizar esses espaços?

Concluo-o com mais uma questão: fará sentido que num mesmo território (distrito, p.e.) existam vários ciberjornais assumidamente regionais?

Ágor@: 14 anos exclusivamente online

Lendo umas notas feitas por ocasião do encontro sobre os 15 anos de jornalismo na web, recuperou-se que o Setúbal na Rede não é o mais antigo cibermedia – nativo digital – apenas em Portugal, mas em toda a península ibérica.

Num período em que se fala insistentemente da procura por um modelo de negócio para o online, aproveitamos a presença de Pedro Brinca no Ágor@ para ouvir a experiência de gestão e persistência do meio que dirige.

Ágor@: Ciberjornalismo de Proximidade

Ainda no rescaldo do Encontro de Media, Proximidade e Participação, que nos dias 19 e 20 de Abril, juntou investigadores, jornalistas e responsáveis por jornais regionais na Universidade da Beira Interior (UBI), partilhamos agora os testemunhos de alguns deles.

O Digital na Informação de Proximidade, por Luís Teresa Ribeiro

Origens e evolução do ciberjonalismo de proximidade, por Pedro Jerónimo

Internet e Participação, por Luís Bonixe