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Leitores da imprensa regional cada vez mais online

Comparar perfis de leitores da imprensa regional impressa e da imprensa regional online, foi o objectivo do estudo “Jornais Regionais: Perfis de leitores de jornais locais e regionais por via tradicional e online”, realizado pelo OberCom – Observatório da Comunicação, a partir de dados coligidos de inquéritos do Reuters Digital News Report (2016).

Um dos primeiros dados apurados é que a maioria dos leitores do meio tradicional tem 55 ou mais anos (44,6%), seguindo-se a faixa etária 35-44 anos (19,9%). O mesmo mantém-se em relação ao tipo de leitores online: a maioria tem 55 ou mais anos (33,1%), seguindo-se a faixa etária 35-44 anos (24%). Relativamente à origem, os leitores estão sobretudo concentrados na região centro (30,3%), seguido-se a região norte (25,1%). São também estes os territórios com mais público online, com 27,5% e 26,7%, respectivamente.

Estamos perante um público que na sua maioria acede várias vezes por dia a notícias (66,5%), sendo que este valor sobe ligeiramente (66,9%) quando falamos de leitores online.

Quanto à principal fonte noticiosa utilizada, a televisão mantém o domínio esperado. Curioso são os valores registados na hipótese “um jornal regional regional ou local”. Estas fontes são-no mais para os leitores do meio tradicional (9,7%) do que para os leitores online (5,0%). Outro dado curioso surge quando analisada a “fonte noticiosa mais importante para os leitores de jornais regionais tradicionais”. Se os canais de televisão e de informação 24 horas por dia (40,6%) e os programas televisivos (14,3%) dominam as preferências, regista-se o facto de o último lugar do pódio ser ocupado pelas redes sociais (12,4%). Já colocando a mesma questão, mas a leitores de ciberjornais, aí as redes sociais aumentam o seu protagonismo (24,4%), sendo apenas suplantadas por “Canais TV de Informação 24 horas” (32,5%).

“Dos utilizadores de internet, denota-se uma tendência para leitores de jornais regionais impressos optarem igualmente por conteúdo online, e para leitores de jornais regionais online, por sua vez, desvalorizarem o jornal impresso. Isto aponta para a crescente utilização de conteúdo noticioso online por parte da maioria da população, bem como para um decréscimo na importância do jornal físico, na medida em que os leitores ditos tradicionais possuem hábitos e tendências online similares aos leitores online, contribuindo para uma evolução que, segundo os dados deste relatório, tende a elevar a importância do conteúdo noticioso na internet em relação ao do jornal impresso”, pode ler-se na conclusão do estudo.

Depois de, durante anos, o Bareme Imprensa Regional ter sido o único indicador de audiências deste importante sector dos media em Portugal, o presente estudo do OberCom surge em boa hora. Dado o vazio registado nos últimos anos – o Bareme Imprensa Regional terminou em 2010 – passamos a ter agora dados recentes e mais abrangentes sobre o(s) público(s) dos jornais regionais.

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O jornal mais pequeno do mundo é regional e português

Será vendido na próxima segunda-feira, dia 20, com as dimensões de 25×18 mm, tornando-se assim o jornal mais pequeno do mundo.

Falamos do Terra Nostra, um semanário de âmbito regional, que “dedica grande parte da sua informação ao espaço intermunicipal da ilha de São Miguel, onde está inserido, sem, todavia, descuidar os grandes temas nacionais e internacionais que, eventualmente, tenham qualquer correlação com os Açores ou com as suas comunidades, residentes ou não no Arquipélago”.

Potencialidades da Internet pouco aproveitadas

Dois estudos recentes apontam para o subaproveitamento das potencialidades da Internet entre a imprensa regional em Portugal.

O primeiro, refere-se aos títulos mais lidos em cada um dos distritos e regiões autónomas (Bareme Imprensa Regional 2010), enquanto que o segundo se centra nos títulos regionais de inspiração cristã.

Tecnologia na imprensa regional em Portugal

“Ciberjornalismo de proximidade em Portugal: Um olhar histórico à transição da imprensa regional para a Internet” é o título da apresentação que segue, que deixa alguns indicadores de como foram, do ponto de vista cronológico, os processos de adopção dos computadores, da Internet, dos conteúdos multimédia, entre outros, por parte das redacções regionais.

Adopta a abordagem feita por Helder Bastos, que dividiu em três fases os primeiros 15 anos de ciberjornalismo em Portugal: implementação (1995-1998), boom (1999-2000) e estagnação (2001-2010).



Brevemente serão disponibilizados mais dados, nomeadamente, uma linha cronológica deste processo, seguindo a iniciativa de António Granado.

Região de Leiria novamente premiado

Uma medalha de ouro, seis de prata e uma menção honrosa para o semanário do distrito de Leiria, numa iniciativa que reconheceu o melhor que se faz na imprensa ibérica.

Trata-se de mais um reconhecimento, a juntar a outros que decorreram ao longo do ano, como o prémio Gazeta Imprensa Regional 2010.

Um “raio X” à imprensa regional da Igreja católica

“Quer se goste quer não, a história da imprensa regional portuguesa é feita da imprensa de inspiração cristã. E quer se goste quer não, boa parte dos jornais regionais ainda pertencem à Igreja.” O comentário será da autoria de Rosa Ramos, que apresenta um resumo à tese de Manuel Leite, que aqui já referimos e que agora retomamos.

Observatório da Imprensa Regional

A constituição de “observatórios de media, cidadania e educação para os meios” é uma das finalidades do projecto “Agenda dos Cidadãos: Jornalismo e participação cívica nos media portugueses”, da Universidade da Beira Interior (UBI), e que surge na sequência do Proximedia. A criação de um Observatório da Imprensa Regional (ObIR) é uma das possibilidades avançada pelo projecto de investigação.

Trata-se de um tema que não é propriamente novo. Apesar de nunca ter sido aqui assumido, o Local Media PT surgiu nessa óptica. Primeiramente como um grupo de trabalho e, posteriormente, tendo como perspectiva a constituição de um observatório. Porém, não exclusivo da imprensa regional, mas dos média e do jornalismo de proximidade (regional e local). Apesar de actualmente estar focado sobretudo na imprensa regional, não esquecemos as rádios e as televisões nas regiões e seu(s) jornalismo(s).

Trata-se de um foco de interesse e com necessidade de conhecimento. O projecto da UBI é sem dúvida bem-vindo e um importante contributo nesse sentido, ainda que a ideia da criação de um ObIR pudesse ser integrada no já existente Observatório da Imprensa. Seja como for, ficaremos atentos.